Educação&Participação

Atividade lúdica para a percepção das partes do corpo, dos movimentos e articulação entre eles.

Início

  • O que éO que é

    Atividade lúdica para a percepção das partes do corpo, dos movimentos e articulação entre eles.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Câmera fotográfica.

  • EspaçoEspaço

    Espaço aberto, de preferência plano e ao ar livre. Se não for possível, uma sala ampla.

  • DuraçãoDuração

    Uma sessão de 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver a percepção do próprio corpo, do movimento e articulação das suas partes. Perceber a importância da quinesfera.

Na prática

polichinelo

Como desenvolver?

Prepare o ambiente: afaste tudo o que possa atrapalhar o movimento dos participantes do grupo. É preciso que haja espaço livre porque todos devem movimentar-se bastante.

Reúna o grupo num grande círculo e explique a proposta: “Vamos criar esculturas utilizando os nossos próprios corpos”.

Para iniciar, será importe promover um aquecimento coletivo. Convide os meninos e meninas a formarem um grande círculo. Peça que fiquem em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo e tentem relaxar.

Peça que, devagar, ergam os braços como se quisessem pegar uma coisa no alto de uma prateleira, sugira que fiquem na ponta dos pés.

Em seguida, sugira que se abaixem, como se fossem apanhar algo que caiu no chão. Você pode introduzir comandos como: “Estiquem os braços”, “Ergam as pernas”, “Virem o pescoço para cima”, “Mexam-se livremente”.

Depois de um tempo de experimentações livres, peça que comecem a caminhar aleatoriamente pelo espaço, tentando ocupá-lo. Primeiro bem devagar, depois mais rapidamente, depois devagar de novo. Marque o ritmo da caminhada por meio de contagem ou de músicas.

Quando perceber que o grupo já está aquecido e que todos já estão se movimentando, você para a contagem ou a música, pouco a pouco.

Peça que fechem os olhos e respirem profundamente por uns momentos. Assim, estarão prontos para o trabalho.

E se?

Durante a atividade, pode ser que uns esbarrem nos outros, encostem – se, choquem – se. Se os movimentos estiverem muito rápidos, no meio dos comandos de movimento, você introduz outros como: “Tomem cuidados uns com os outros, para não se machucarem”, “Prestem atenção uns nos outros, observem como se movimentam, o que fazem”.

Após o aquecimento, comece o trabalho com os seguintes comandos:

 Imagine que você é um pássaro bem grande. Abra as asas e comece a voar.

 Agora vamos pousar, bem devagar.

 Agora, você é um gato, subindo no muro.

 Muito bem!! Em cima do muro, cuidado para não cair, ande passo a passo, se equilibrando.

 Salte de volta para o chão!

 Se você fosse uma cobra, como andaria?

 Muito bem! De cobra, você se transformou em uma bola bem grande.

 A bola está rolando, bem devagar.

 E se você fosse uma mesa, como seria?

 A mesa está de pernas para o ar!!

Depois desses comandos, peça que todos fiquem deitados no chão, de barriga para cima, de olhos fechados, mexendo-se o mínimo possível, por alguns instantes. Quando perceber que o grupo relaxou um pouco, solicite que formem duplas.

Um será o “Escultor” e o outro será a “Escultura”. Pode-se decidir no “par ou ímpar” quem será o quê.

O escultor vai esculpir sua escultura: deverá “modelar” do jeito que for possível — dobrando os membros, pedindo que a escultura assuma diferentes posições, até chegar à forma final.

Em seguida, trocam-se os papéis: o escultor vira escultura.

Para concluir, cada um deve assumir sua forma de escultura e ficar imóvel por um instante. Nesse momento, você fotografa o grupo. Essa será a imagem do “Museu de Esculturas do Corpo”.

Após a fotografia, todos podem se deitar de novo no chão para descansar por uns instantes.
Hora de avaliar

Durante o movimento e a construção das esculturas, observe se as crianças e os adolescentes são capazes de irem percebendo seu próprio corpo e o dos colegas. Ao final, depois que o grupo estiver descansado, converse sobre como se sentiram sendo “escultor” e sendo “escultura”, sobre o que acharam dos movimentos e o que conseguiram aprender com o próprio corpo e com o movimento dos colegas. O importante é que você detecte se cada um foi capaz de perceber que os movimentos e o próprio corpo ocupam um lugar no espaço e interagem com ele. Esse espaço é a “quinesfera”.

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Você poderá, posteriormente, mostrar ao grupo as fotografias obtidas e complementar as reflexões sugeridas e já iniciadas, conforme o item “Hora de avaliar”.

Pode também trazer imagens de figuras humanas em movimento e conversar com os meninos sobre os limites e possibilidades de movimentos do corpo.

Se possível, será interessante fazer o grupo assistir a algum espetáculo de dança ou ginástica.

Há inúmeros filmes (recentes ou antigos) que podem ser vistos e sobre os quais se pode conversar, sempre tendo como ponto de discussão o corpo e suas possibilidades de movimento.
Gostou?

Veja a oficina “A dança coral”, para complementar o trabalho iniciado.

Para saber mais.

Para saber mais sobre o conceito de “quinesfera”, você poderá conhecer o trabalho de um importante coreógrafo do século XX, chamado Rudolf Laban.

Veja o trabalho da ONG Morungaba no You Tube.

Consulte também o artigo “Dança educativa: um fato em escolas de São Paulo”, de autoria de Marta Thiago Scarpato, disponível aqui.
Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 27 de outubro de 2015,  às 18h.


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